5 ANOS LEVANDO AS NOTÍCIAS DE TERRINHA QUERIDA

AQUI, FÁTIMA NORONHA TRAZ NOTÍCIAS DE SUA PEQUENA BRAZÓPOLIS, CIDADE DO SUL DE MINAS GERAIS.

E-MAIL DE CONTATO: fatinoronha@gmail.com ou jornalajanela@yahoo.com.br

3 de julho de 2015

RELATÓRIO APRESENTADO PELO SENHOR ROMUALDO CINTRA, SOBRE A CASA DE CONVIVÊNCIA JOSÉ CAETANO PEREIRA DE BRAZÓPOLIS

                               
Caro  brazopolense,  a  matéria  a  seguir  é  uma  síntese  do que vem  ocorrendo  na Casa  de

Convivência  José  Caetano  Pereira, desde a  desapropriação  do  patrimônio  do  Lar  Dona

Maria Adelaide (LADMA) pela Prefeitura Municipal.



Em maio de 2013, a instituição passou a ser administrada pela Associação de Assistência  

e  Promoção  às  famílias  Carentes  de  Brazópolis,  sob  a  coordenação  da Sra.  Lúcia Helena

Fernandes,  indica da  pelo Sr.  João  Mauro  Bernardo (prefeito),  e  que  foi,  então contratada

Pela referida Associação, pela então presidente, a Sra. Rosa Maria Garbi.

Os  antigos  funcionários  do  LADMA foram  demitidos; todos os seus direitos foram pagos com a verba   da   desapropriação.

A   maioria   foi recontratada pela   Associação de  Assistência.

Dentre os contratados estava o Sr. Douglas, que já vinha prestando serviços na  área  administrativa, para  auxiliar  a  Sra.  Lúcia  Helena.

O  Sr.  Douglas pediu  demissão alguns meses depois, não tendo sido contratado ninguém para substituí-lo...

2 de julho de 2015

PARÓQUIA DE BRAZÓPOLIS PROCURA PROCLAMADORES DA PALAVRA MIRIM (INFANTO-JUVENIL)

ATENÇÃO: 
Está sendo formada em nossa Paróquia a Equipe de proclamadores da Palavra mirim (Infanto-Juvenil) todas as crianças que sabem ler e gostam, poderão participar. 
Haverá um encontro de formação com o Pe. Elton, dia 04 de Julho às 14 horas no Salão Paroquial. 
Participe.

Imagem de N.S.Aparecida chega em Brazópolis neste sábado.


Foto - Matando saudades de nossas professoras

A ÚLTIMA QUE MORRE - Renato Lobo

 Em 1973, aos 15 anos, entrei num seminário fora da cidade, e entre ele e a cidade havia um bairro chamado Aterrado. E era isso mesmo: um aterrado. E todo final de ano ele virava alagado. Lembro até de atravessar de barco para chegar do outro lado.

Aos 15 anos, o idealismo desfraldava bandeiras. E tanto buzinamos no ouvido do reitor que ele nos deixou “dar catecismo” aos domingos de manhã, no Aterrado. Daí, a manhã virou tarde, o domingo emendou no sábado, e logo a gente estava metido nas reais necessidades do povo. A gente não ia lá só pra “dar catecismo”: isso havia virado o pretexto ou o corolário. Num instante, conhecíamos as crianças, as famílias, as lideranças. Começamos a visitar as casas e as cabeças, o suficiente para que seus habitantes, das casas e das cabeças, descobrissem o poder de reivindicar melhorias e não precisassem mais serem transportados, todo ano, para escolas públicas, quando a água subia.

Em 1978, com 20 anos, em Taubaté, fui designado para o Alto de São Pedro, anexo ao “Lixão”, onde era depositado todo o lixo da cidade. Eu visitava semanalmente uma senhora idosa que não saía mais de casa e morava no meio daquilo, mas tão literalmente, que a janela do barraco dela não se abria mais: a sujeira acumulada não permitia. Conscientização + atuação + ousadia de mudar, mudou o povo e o povo mudou o lugar.

Era uma época de mudanças. O ainda vivo Vaticano II, a ainda viva Teologia da Libertação, a atuação da Igreja, a renovação do pensamento, o esgotamento do regime militar, os novos tempos – ah! – tudo levava a crer que era possível crer, tudo levava a esperar que houvesse esperança. A gente sonhava! Era bom sonhar.

Aí vieram o José, o Fernando, o outro Fernando, o Luiz … E isso que está aí. O Sílvio, a Xuxa, o Fantástico, o Gugu e o Faustão, entre outros, foram encarregados de anestesiar o espanto. Cadê o ideal, aonde foi parar o sonho?

Saudades do pensamento!

Como disse Sônia, a impressão que se tem, hoje, é que o alimento não passa mais pelo sistema digestório, não para no estômago nem transita pelo intestino. Não há retenção de nutrientes. Num organismo social doente como o nosso, o alimento passa da Boca ao Reto: diretamente do estado de alimento ao estado de algo que a honra de escrever aqui não me permite nomear. Estamos doentes, debilitados e envergonhados.

Saudades do Aterrado!

Tenho 57 anos. Isso não é nem muito nem pouco. Mas o suficiente para me sentir desconfortável por ter acreditado e, hoje, apenas fazer parte. Para confiar na geração nova, que nunca soube o que fosse uma enchente do Aterrado ou o medo de um caminhão do exército, mas que pinta a cara, ainda, se for preciso, até sem saber direito por quê. Para permanecer num país em que ficou bom ter sobrenome esquisito e obter cidadania estrangeira. Será que já não somos estrangeiros, aqui? Quando o sonho que mantém a realidade se desconstitui a cada novo dia, a aurora, coitada, também tem vergonha de nascer: pra ela também ficou difícil seguir adiante.

Época de mudança? Não. Mudança de época.

Tanto que a gente ficou livre para ir embora, livre para ficar, para se meter, para se mentir ou simplesmente só olhar. Mas, vamos lá: não se permita nem ser arrastado nem ser anestesiado. Questione. Não da poltrona, do lado de fora. Será bom sair do ar condicionado, conhecer o que anda por aí. Quem sabe a gente não descubra um veio de esperança! Se ela é a última que morre, ficar perto dela parece ser um bom lugar.

Sinto vergonha de mim - Rui Barbosa por Rolando Boldrin



 SINTO VERGONHA DE MIM - Poesia de Rui Barbosa


Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Eu envergonho de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não eu quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!

'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'!


Rui Barbosa

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1 de julho de 2015

UNIDADE MÓVEL DE MAMOGRAFIA EM BRAZÓPOLIS: DO DIA 13 AO 24 DE JULHO.



Atendimento às mulheres com idade entre 50 e 69 anos.

Os pedidos devem ser feitos na Secretaria Municipal de Saúde do dia 30 de junho ao dia 2 de julho.
Documentação necessária para o agendamento: RG, CPF, Cartão do SUS e comprovante de residência.

1ª REUNIÃO DA COMPAC - 2015 - CONSELHO MUNICIPAL DO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO E CULTURAL


Panela com Óleo no fogo - Como Apagar Fogo em Óleo Quente


Nunca jogue água em uma panela com óleo quente.
1°) Apague o fogo do fogão, pela boca do fogão ou pela válvula do botijão de gás;
2°) Molhe um pano, mas não deixe água pingando;
3°) Coloque o pano molhado sob a panela em chamas "abafando" o fogo.
Caso não esteja preparado para o procedimento acima, chame ajuda e não exponha sua saúde ao risco.

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VICENTE GUIMARÃES EM BRAZÓPOLIS - 1960



Foto do arquivo de D. Anita Gonzaga

EM 04 DE DEZEMBRO DE 1960, BRAZÓPOLIS TEVE A HONRA DE RECEBER VICENTE GUIMARÃES, O VOVÔ FELÍCIO QUE ESTEVE AQUI PARA SER PARANINFO DOS FORMANDOS DA 4ª SÉRIE, TURMA 1959, DA ESCOLA CORONEL FRANCISCO BRAZ (GRUPÃO)



Vovô Felício
Vicente de Paulo Guimarães, nasceu em 23 de maio de 1906 em Cordisburgo- MG e faleceu: 2 de junho de1981
Foi jornalista, escritor, educador e inspetor de ensino médio
Vicente Guimarães, o vovô Felício, encantou e embalou o sono de muitas crianças brasileiras.  A dedicação à literatura infanto-juvenil lhe fez produzir mais de 40 títulos.
Em 1935, Vicente criou a revista “Caretinha”, dedicada a jovens leitores; dois anos depois, foi o responsável pelo suplemento infantil do jornal “O Diário”. A partir daí, estava completamente envolvido com a literatura infantil. Um dos projetos de sucesso foi a revista “Era uma vez”, que começou a circular em 1947. Além da linguagem escrita, utilizou a televisão para dar cursos de literatura para crianças e jovens.

Da infância tranqüila em Cordisburgo, ficaram as lembranças de um dos companheiros – seu sobrinho, apenas dois anos mais novo – João Guimarães Rosa. A vida do menino Guimarães Rosa foi contada em uma das mais inspiradas obras de vovó Felício e também seu primeiro livro para adultos, lançado em 1971, Joãozito – a infância de João Guimarães Rosa.
Em 1960, o sobrinho já consagrado aprovou que vovó Felício adaptasse para as crianças um de seus contos.Sobre o pseudônimo, ele contava: “Fiz um concurso entre as crianças que liam os meus livros, para saber qual o nome gostariam de adotar para aquele autor que lhes contava tantas histórias, como se fosse já uma pessoa idosa [...] o primeiro nome, escolhido por unanimidade, foi vovô. Já o Felício nasceu de uma carta que recebi de uma criança que havia perdido seu avô chamado Felício, e que para ele significava felicidade.“
O amor às crianças e à literatura fez com que Vicente tomasse atitudes como de fundar bibliotecas e centros de recolhimento para menores abandonados e carentes – Lar dos Meninos –, mantido pela Prefeitura de Juscelino Kubitschek.
A última obra de vovô Felício – O menino do morro – foi em homenagem ao fundador da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis. Uma semana antes do seu falecimento, ele participou do lançamento do livro em Belo Horizonte.
“Vicente de Paulo Guimarães foi coerente com seus princípios e com o propósito de contar histórias para as crianças, tentando mostrar-lhes bons exemplos e, ao mesmo tempo, inspirar-lhes sadias reações. Jamais pensou em mudar sua linha e seu estilo literário, mesmo que pudesse, de outra forma, acelerar a venda de seus livros. Vovô Felício se atualizava com o progresso do mundo, sem se contaminar ou corromper“

PÃES-DE-BATATA - Renato Lobo

Fevereiro de 1973 ficará para sempre retido na arca da memória. No meio daquele mês, por volta de uma da tarde, eu tomava o ônibus, em minha terra, com direção a outras terras. Na-quela mesma tarde, eu entrava no seminário para iniciar longa jornada de mais de dez anos. Eu tinha quatorze anos. Em 1973, ter quatorze anos não era a mesma coisa que hoje. Na-quela época, a gente brincava na rua e o mundo tinha as proporções, cores, cheiros e sons de um quarto de criança.

Apenas setenta quilômetros distanciavam uma cidade da outra. Mas, naquele dia, a impres-são era a mesma de ter viajado da Terra à Lua. Troquei de ônibus quatro vezes, e quando entrei pelo grande portão, a tarde e a infância haviam caído atrás de mim.

Nunca na vida experimentei tristeza tão grande! Sinceramente, nem espero nem acho que possa experimentar de novo. Metade de mim estava ali, onde queria estar para estudar e re-alizar o sonho de infância. A outra metade havia ficado na minha terra, e ainda corria pelo quintal de casa, entre pés-de-laranjeira, bananeiras, jabuticabeiras e os caminhos de terra que eu mesmo havia aberto. A metade que havia ficado em casa, com certeza, naquela hora, ainda estaria em cima da velha mangueira que já não dava mais mangas, mas que continuava, lá, em pé, com o respeito que se devia às velhas mangueiras de quintal pela dignidade que elas alcançaram.
Entrar pelo portão enorme de um prédio inacabado e feio não significava deixar para trás a melhor parte da vida. Significava deixar para trás a vida inteira. Subir escadas na direção do dormitório, em fila indiana e em silêncio, exigia começar a crer que o mundo da infância, na-quele lugar, nem cabia nem tinha lugar. Nunca na vida senti uma tristeza tão grande. Nem acho que um dia volte a sentir.

Dirigi-me à cama que me indicaram. O dormitório, como tudo, era enorme. Ou será que para mim é que era enorme e frio, e tão diferente da casa que deixara? Comecei a abrir as malas para colocar as coisas no lugar. Foi então que, ao abrir uma delas, um cheiro conhecido in-vadiu-me narinas e alma. Um cheiro da infância, do quintal, da mangueira, da cozinha da casa. Dentro da mala, embrulhados em papel de padaria, viajaram sete pães-de-batata que minha mãe havia feito, e que só ela, nesse mundo, sabia fazer.

Aquele aroma, naquele momento, trouxe-me a presença de alguém que, do mundo inteiro, me amava e cuidava de mim, nem que fosse à distância de setenta, extravagantemente, lon-gos quilômetros. Sentir aquele aroma da cozinha de casa num dormitório de piso frio e pare-des brancas foi como que renascer para uma outra vida. Havia uma outra vida, ela havia fi-cado no quintal da minha casa, e eu a poderia acessar, de perto ou de longe. Lá mesmo on-de ela havia ficado. Ou ali, onde ela se corporificava, outra vez, no aroma dos pães-de-batata. Aquele cheiro me reconciliou com a sorte da vida.

Nunca na vida conheci um consolo tão grande nem acho que vou conhecer.

Guardei e ainda guardo, como relíquia, o papel de padaria com o cheiro de casa. Guardarei para vida inteira a lembrança daquele dia. Muito mais que a lembrança de uma vivência, a-quilo é uma revivescência, quase uma celebração: a celebração dos sete pequenos pães-de-batata. Ainda hoje, quando fecho os olhos e penso naquele dia é como se ainda o mesmo aroma inundasse minha alma. Como se, depois de tanto tempo e tantos quilômetros rodados, alguma coisa ainda pudesse me garantir que o quintal continua lá e, lá ainda estão a mangueira e todos os pés-de-laranjeira, bananeira e os mesmos indeléveis caminhos abertos na terra.
Cresci, estudei, viajei, tornei-me o que era pra ser. Vivi. Sofri com os que sofrem. Alegrei-me com os que se alegram.

O tempo passou. Os tempos ficaram outros. Mas toda vez que me dirigia ao povo e dizia: Eis o mistério da fé! – a vontade mesma era de dizer: Eis os pães-de-batata que vieram de tão longe na mala de vocês! Sintam o aroma! Eles não lembram a casa de onde vocês vieram, não recordam algo mais que ainda são, mesmo depois de tamanha viagem? Apreciem o gosto! Não teriam eles um sabor de eternidade, de um outro pomar de onde nunca suportaríamos ter saído, a menos que alguma penhora nos garantisse a volta?

Saímos de casa. Cruzamos distâncias que não têm mais fim. Nem sempre felizes nem sem-pre amados. Mas sempre partindo. Porque partir faz parte. E faz parte do segredo para abrir a mala da vida. Do contrário, ela sempre ficará fechada a todas as maravilhosas experiências e à surpresa de todos os encontros que se abrem ao presente, modificam o futuro e revisam inteiramente o passado.

Se outra vez o gesto de abrir malas for repetido, e se encontrar nela o inaudito de um aroma conhecido de mãos que amassaram e fizeram o pão, saiba que é para que nunca, em lugar algum do mundo, você se esqueça de onde veio, se sinta só ou fique sem lugar na existên-cia.

Toda vez que partirmos aquele pão, seu aroma denunciará nossa saudade e seu gosto a-nunciará algo maior que nos antecede e nos espera. Eis o mistério da fé!
Já é tarde e queremos voltar. Temos saudade do eterno.
Alguém, por favor, comece a amassar os pães!

Renato Lôbo é psicanalista em SJ Campos

FOTO SAUDADE: CLUBE OPERÁRIO

Foi fundado em 21 de março de 1922 com o nome de "União Operária Vila-brasense".
Em 1923, com a elevação de Vila Braz à condição de cidade com o nome de Brazópolis, o clube passou a chamar-se "Clube Operário Brazopolense".
Hoje o clube abriga a Oficina Roda Terra e o BGB.


Poesia - TODOS CANTAM SUA TERRA - P/ Joanita Mendonça

“Todos cantam sua terra
Eu canto a minha também
A minha terra parece
O Presépio de Belém”.

Foi assim que ele cantou
A sua terra natal
Da beleza de seus versos
Fez-lhe o hino oficial.

“Cidadezinha de luz”
Foi assim que ele a chamou
Com que singeleza de alma
A cidade exaltou.

“... Brazópolis miniatura
Da Terra de Santa Cruz”.
Ele a viu como presépio
-como berço de Jesus-

Um minuto de silêncio...
Sua voz emudeceu.
Seus versos hoje são preces
Que da terra sobem ao Céu.

“Cidadezinha de luz”
Ó terra, terra querida.
Calou-se a voz do poeta,
Mas não serás esquecida!

Joanita Mendonça – São Lourenço – janeiro de 1966

LÂMPADA INCANDESCENTE DE 60 WATTS DEIXA O MERCADO A PARTIR DE HOJE,1º DE JULHO



Lâmpadas incandescentes acima de 75W e 100W já saíram do mercado em 30 de junho de 2014



A partir de hoje, o consumidor brasileiro não mais encontrará para compra no mercado as lâmpada incandescentes de 60 watts, a mais popular entre os brasileiros. A retirada atende a Portaria Interministerial 1007 dos Ministérios de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior.



A portaria,  fixada em dezembro de 2010, determina índices mínimos de ineficiência luminosa na fabricação. Dessa forma, em 30 de julho de 2014, as lâmpadas de filamentos acima de 75W e 100W deixaram de ser comercializadas. Em julho de 2016, também serão retiradas as lâmpadas com filamentos de 25 e 40 watts.



A medida tem por meta substituir gradativamente as lâmpadas convencionais por outras que, embora mais caras, têm maior duração e oferecem economia significativa. Para o consumidor brasileiro, as opções para a compra de lâmpadas domesticas são: lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas incandescentes halógenas e lâmpadas LED.



De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação-Abilux, as lâmpadas incandescentes que ainda fazem parte do estoque só poderão ser vendidas no espaço de um ano.

30 de junho de 2015

FOTO SAUDADE: TURMA DO CORAL EM PASSEIO

Arquivo de Judith Minchetti
 

Quando o Chefe te Pegar Dormindo

Lista de desculpas:
- Eles me disseram no banco de sangue que isso poderia acontecer.
- Isto é só um cochilo de 15 minutos para recuperar as energias, como foi ensinado naquele curso de gerenciamento do tempo que vocês me mandaram fazer.
- Alguém deve ter posto café descafeinado no pote errado.
E a melhor:
- ...em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

FOTO: Trio gente boa...



JOÃO NORONHA, LUIZINHO VIZOTO E TONINHO VIZOTO

O PASSADO NÃO PODE MORRER - Elieldo Duarte



Hoje são tantas atrações na vida de uma pessoa que ela pode até deixar passar a vida sem perceber. Parece um paradoxo mas não é. O mundo real exige muita observação, ouvidos atentos, olhar apurado, percepção sutil. Isso é o alimento da alma, e é isso que nos dá o prazer de cada dia. Perceber e vivenciar os modismos da atualidade não é exatamente enxergar o mundo, ver a vida. Isso são cortinas que encobrem a essência vital; esta, feita de muitos momentos agradáveis e, na maioria das vezes, simples, e tão simples que grudam em nossa mente por muitos anos, por toda vida.

Momentos de conversa com amigos, de risadas altas, conversa compartilhada sem pressa, sem obrigação. Diz-se que recordar o passado às vezes pode ser doloroso, mas ninguém vive sem recordações. Imagino o que os jovens de hoje recordarão no futuro e sinto um pouco de pena deles. Tomara que sintam o que nós, jovens dos anos 80 e 90 sentimos hoje. Acredito ser esse o motivo de minha mente ter parado aos 20 anos; pelo menos eu sinto assim.

A correria do dia-a-dia, o trabalho, as preocupações de hoje não são justificativas para ninguém dizer que raramente conversa com amigos, que não os visita por falta de tempo. O que se vê são grupos de amigos (se assim se pode dizer) aglomerados. Sim, porque não é difícil encontrar essas pessoas em volta de uma mesa todas teclando em um celular de última geração, todos olhando para a telinha, todos querendo saber o que se passa lá fora. O que se passa longe parece mais importante do que esse momento de encontro. Então é só aglomeração mesmo. A história, as angústias, as alegrias dos presentes não importa tanto.

Do que essas pessoas lembrarão daqui a 10 anos? Da conversa que não houve? Das histórias que não contaram? De que? Apenas da foto tirada no momento, isso se a foto ficar arquivada, porque impressa talvez não estará, nem em papal, nem na mente de ninguém. As pessoas de hoje estão pós-modernamente, como diria Belchior, apaixonadas por telefones celulares e redes sociais.

Por isso alegro-me praticamente todos os dias por ter atravessado os anos 80 e 90, quando brincadeiras de criança envolviam a criatividade de cada um. Cantigas, brinquedos improvisados e noites de lua faziam a festa da garotada adolescente daqueles anos. Banhos de chuva eram tão comuns e marcantes que ainda hoje sinto saudades, e ainda hoje aprecio, basta chover forte. Eram momentos de puro deleite ao lado de uma turma cujos nomes eram pronunciados dezenas de vezes em pouquíssimo tempo, nesses momentos de alegria, quando a idade de cada um estava mais de acordo com seu pensamento, suas atitudes. Rapazes e moças curtiam e paqueravam ao estilo da época, enviando cartas, bilhetes, onde se podia ver a marca registrada de cada um. Era uma época de menos tecnologia, porém de mais calor humano.

Como era bom não conhecer o mundo lá fora. Não saber das desgraças que hoje a TV insiste em mostrar, enquanto deixa de lado as vitórias da humanidade. Parece que hoje se vive do tragédia que choca e não da serenidade, da esperança, das boas notícias.

Naquele tempo sentíamos os doces e amargos da vida, enquanto hoje somos rodeados quase que totalmente por uma calamidade que parece não ter fim, um caos. Será isso que estará nas lembranças das pessoas daqui a 20 anos? É necessário muito esforço para sentir os pés no chão, sentir o vento que nos sopra todo dia, a lua que se apresenta à noite. Porque o mundo parece girar tão rápido que nem percebemos essas coisas simples, mas tão importantes do dia-a-dia. As pessoas estão tão acostumadas a buscar algo distante que esquecem das belezas que estão tão próximas, tão fáceis. É o mundo distante que parece ser mais bonito, interessante. Por isso acredito que recordar é algo tão bom quanto ter vivido certos momentos, ter vivido a perfeição das coisas simples. Saudade imensa dos anos passados.