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1 de abril de 2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015





« Fortalecei os vossos corações» (Tg5,8)

Amados irmãos e irmãs!

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é  sobretudo um « tempo favorável » de graça (cf. 2  Cor6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo  tenha dado: « Nós amamos, porque Ele nos amou  primeiro »  (1 Jo4,19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós,  conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa  procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada  um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa conosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente  dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos  interessam os seus problemas, nem as tribulações  e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração  cai na indiferença: encontrando-me relativamente  bem e confortável, esqueço-me dos que não estão  bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um  mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de  enfrentar.
Quando o povo de Deus se converte ao seu  amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios  mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta  Mensagem, é o da globalização da indiferença. Dado que a indiferença para com o próximo e  para com Deus é uma tentação real também para  nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada  Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz  para nos despertar. A  Deus  não  Lhe  é  indiferente  o  mundo,  mas  ama-o  até  ao  ponto  de  entregar  o  seu  Filho  pela  salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida  terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus,  abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão  que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos,  do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor  (cf. Gl 5,6).  O  mundo,  porém,  tende  a  fechar-se  em si mesmo e a fechar a referida porta através da  qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo  assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida. Por isso, o povo de Deus tem necessidade de  renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo.(...)


31 de março de 2015

ALGUMAS PALAVRAS DE ANTANHO QUE AINDA SÃO LEMBRADAS– Eugênio Noronha Lopes



O TERNINHO

Naquela época a cidade enchia aos domingos. Fazendeiros que residiam nas fazendas vinham para as casas na cidade (ou vila como muitos diziam) e muitos que na cidade permaneciam, recebiam empregados e feitores para os acertos de contas, muita gente vinha para a missa das onze na matriz ou na capela da Aparecida. Era muita movimentação de gente, cavalos, charretes e automóveis. Dava gosto entrar no Mercado Municipal com as enormes mantas de toucinho, frutas variadas, as chamadas laranjas de cafezal, marmelo (hoje desaparecido), cereais vendidos a litro, linguiça a metro. Ouvi dizer que vendiam batatas a litro, não vi e se visse não acreditaria. Aquela banha de porco ia ser a gordura para a cozinha, com alguma sobra para os torresmos (parece até que eu tinha fixação no torresmo). Dizia-se, o mineiro planta o milho, o porco coe o milho, o mineiro come o porco, e como se engordava porco e como se plantava o milho. Mas ( no final vai um comentário sobre o mas) teve início a industrialização, surgiram o óleo vegetal, a farinha de mandioca, mas a âncora na produção era o café. Mas, sempre o mas, chegou o ano de 1929 e todos sabem o que aconteceu nos Estados Unidos, com consequências terríveis para o Brasil e para nossa cidade. Mas não era bem isso que eu queria dizer, estou enchendo linguiça...
Queria dizer e agora o faço:
_Em um domingo eu estava passando em frente a uma loja (as lojas somente ficavam fechadas nas Sextas-Feiras Santas) pequena e vi pendurado do lado de fora, sujeito ao sol e poeira, um terno de roupa barata e que podia se dizer “que feia”, se alguém perguntasse (felizmente ninguém perguntou). Chegou então um jovem roceiro que olhou a mercadoria exposta atentamente e disse ao companheiro “um dia ainda vou poder comprar esse terninho gaizeiro”. Tive pena do rapaz e não esqueci aquela demonstração de humildade e de esperança. Decorridos alguns anos eu adquiri um corte de tecido melhor e mais moderno e disse a mim mesmo “vou fazer o meu terninho gaizeiro”. Será que o brazopolense fez o dele? Tomara que tenha comprado o seu e que seja melhor que aquele esturricado.

O EMPREGO NÃO CONSEGUIDO
Eu estava subindo a ladeira do Mercado Municipal (aquele prédio antigo e bonito) e ao meu lado ia um rapaz muito conhecido, bom, humilde, que trabalhava carregando compras, malas e latas de água nas épocas de seca. Ouvi, então, ele dizer ao amigo ao seu lado que não conseguiria o emprego de zelador da privada que esperava. E tem mais, ele se lastimou dizendo “coisa boa não é mesmo pra mim”.

O PERFUME BOM

Estava em uma loja quando vi um rapaz meio acanhado, indeciso; ele olhou demoradamente  a vitrine e perguntou o preço de uma pequeno vidro de perfume, menor que um dedo mínimo ( aliás o bom perfume vem em vidro pequeno, é sabido)> Quando soube o preço, um cruzeiro, ele pensou, pensou e disse “está bem, eu gosto mesmo é coisa boa”, e comprou.

QUEIXA DO MENDIGO
Surgiu em Brazópolis um mendigo que era interno do asilo. Devido seus grandes dentes centrais ele recebera o apelido de Tião Vaca, sendo ele o Tião, não a vaca, logicamente. Era grande a sua fome, comia de  tudo  que lhe davam, pão novo e velho e apanhava os farelos do chão. Ria muito quando lhe perguntavam se comeria um boi inteiro e confirmava. Assim era o risonho Tião vaca.
Um dia eu estava no Bar do João Pinto, certamente ouvindo noticiário da Guerra, que o lugar era bom para isso e notei um senhor idoso, desanimado, e ouvi sua reclamação. Ele era interno do asilo e tinha inveja do Tião Vaca que, por comer muito tinha permissão para sair mais vezes, para satisfazer a fome nas ruas, mendigando..
Esses exemplos fazem pensar na necessidade que temos de aceitar as coisas, de nos conformarmos em situações adversas, mas sem exagerarmos na aceitação, há a necessidade de procurarmos o melhor, sempre valorizando o que se faz e o que se tem. Mas olha, sempre sem exagerar.
A respeito de valorização vale contar o que ouvi em Brazópolis. Quando surgiram os grandes foguetes espaciais de vários estágios para a exploração do espaço, um fogueteiro de nossa região teria dito ser aquela coisa muito simples, ele sabia como fazer. O principal era separar bem os diversos pacotes de pólvora.

FIM

PS- A respeito de “mas”. _ Mas, contudo, todavia, conjunções que carregam uma carga de surpresas; que digam os advogados.
Eles, representando autores ou réus em processos judicias estão ouvindo ou lendo a sentença e aguardam – para um e outro há o perigo de um “mas”. Os juízes usam muito o “mas”, o “contudo” e “todavia”, e sentenciam – “provou isso, requereu isso, realmente aconteceu isso, aconteceu aquilo...” e aí entra o mas, ou o contudo ou todavia e quem parecia ganhar, perde, e quem parecia perder, ganha.
Até logo!

PLANTÃO DAS FARMÁCIAS DE BRAZÓPOLIS




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HIPOTIREOIDISMO: DEFINIÇÃO, CAUSAS, SINTOMAS, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E EVOLUÇÃO


O que é hipotireoidismo?



Diz-se que há hipotiroidismo (ou hipotireoidismo) quando a glândula tiroide deixa de produzir seus hormônios (tiroxina – T4 e tri-iodotironina – T3) em quantidades suficientes para as necessidades orgânicas. Esses hormônios são importantes, sobretudo na regulação do metabolismo. A tiroide produz também a calcitonina, que regula o nível de cálcio no organismo. A enfermidade acomete 1 a 3% da população geral e é mais comum nas mulheres, numa proporção de 4:1, sendo uma das ocorrências mais frequentes nos consultórios de endocrinologia.



Quais são as causas do hipotireoidismo?



O hipotiroidismo pode dever-se a várias causas distintas: inflamação da glândula tiroide (tireoidite de Hashimoto); radiação na região do pescoço para tratar certos tipos de câncer; retirada cirúrgica ou acidental da glândula ou de parte dela; tratamento medicamentoso para o hipertiroidismo; deficiência de iodo na dieta. Também pode ser devido a defeitos congênitos da glândula que, conforme a natureza deles, pode gerar hipo ou hipertiroidismo.



Quais são os principais sinais e sintomas do hipotireoidismo?



Os sinais e sintomas do hipotiroidismo são múltiplos, às vezes vagos e discretos e podem aparecer muito lentamente, por vezes dificultando o diagnóstico. Os principais e mais ostensivos, no entanto, são: sonolência excessiva; fadiga; lentificação muscular; aumento do peso corporal, diminuição da frequência cardíaca; mixedema (infiltração edematosa em todo o corpo); fala lenta e rouca, disminésias (alterações da memória); lentidão dos reflexos; pele seca; maior sensibilidade ao frio; obesidade e ganho de peso; depressão; anemia; metabolismo lentificado; prisão de ventre; falta de fôlego; perda de desejo sexual, dores nas articulações e músculos; palidez; irritabilidade; ciclos menstruais alterados; infertilidade ou dificuldade de engravidar; colesterol elevado.



Em crianças muito novas pode haver retardo do nascimento dos dentes; falta de crescimento normal (estatura pequena para a idade); atraso da maturação óssea; macroglossia (língua anormalmente grande e volumosa) e baixa inteligência.



Como o médico diagnostica o hipotireoidismo?



Como sempre em medicina, é muito importante uma história clínica detalhada. Nos casos em que exista bócio ou papo (aumento de volume da tiroide) ele pode ser observado durante o exame clínico ou inferido do relato do paciente de ter um "colarinho apertado". O exame de sangue identificará níveis baixos do hormônio tiroidiano e níveis elevados do hormônio estimulante da tiroide (TSH), bem como a presença de anticorpos antitiroidianos próprios da doença de Hashimoto. Em neonatos a disfunção pode ser detectada através do "Teste do Pezinho", que deve ser realizado de rotina pelas maternidades.



Como o médico trata o hipotireoidismo?



O tratamento consiste na reposição oral do hormônio que está em falta, geralmente em comprimidos. Quase sempre a medicação tem de ser tomada pelo resto da vida.



Como evolui o hipotireoidismo?



Se não for identificado até o terceiro mês de vida do bebê, o hipotireoidismo pode levar a um retardo do desenvolvimento físico e mental.